As denúncias envolvendo o atendimento no Hospital de Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, aumentaram a pressão sobre a gestão municipal. Relatos de familiares apontam possíveis falhas na avaliação e no encaminhamento de pacientes com sintomas graves, especialmente em ocorrências relacionadas a problemas cardíacos.
Segundo informações e relatos reunidos pelo Geo Belmonte, entre janeiro e julho de 2026 teriam sido registrados quatro óbitos envolvendo situações semelhantes, nas quais pacientes com quadro cardíaco passaram pelo atendimento no município e, conforme as denúncias, não conseguiram ser encaminhados em tempo oportuno para hospitais regionais com estrutura especializada.
Entre os casos que ganharam repercussão está o denunciado publicamente por familiares de Eduarda Alencar. A família relatou que o paciente apresentou sintomas considerados graves e questionou a ausência de determinados procedimentos e de uma transferência para uma unidade de maior complexidade. Outros relatos semelhantes passaram a circular nas redes sociais e chegaram, nos últimos dias, ao debate em rádio da região de Ouricuri.
As famílias questionam principalmente os protocolos utilizados diante de pacientes com suspeita de infarto ou outras emergências cardiovasculares. A principal cobrança é saber por que, diante de sinais considerados graves, esses pacientes não teriam conseguido acesso, segundo os denunciantes, a unidades regionais preparadas para oferecer assistência de maior complexidade.
A situação também direciona as cobranças ao secretário municipal de Saúde, Iago Angelim, filho do prefeito Múcio Angelim. Diante da repetição das denúncias, cresce a expectativa para que o prefeito determine uma apuração interna e identifique onde eventualmente estaria o problema: na condução da Secretaria de Saúde, na direção da unidade hospitalar, nos protocolos adotados ou em outras etapas da assistência e da regulação dos pacientes.
Caso sejam confirmadas irregularidades, cabe à administração municipal adotar as providências necessárias e corrigir eventuais falhas. Quatro relatos de mortes envolvendo circunstâncias semelhantes em poucos meses representam um sinal que merece investigação rigorosa, principalmente quando estão em discussão situações de urgência nas quais o tempo pode ser determinante para o atendimento.
É necessário ressaltar, entretanto, que os quatro casos mencionados são baseados em relatos e denúncias apresentados por familiares e moradores. A existência de negligência, erro médico ou relação direta entre uma eventual demora na transferência e os óbitos somente poderá ser estabelecida mediante investigação, análise dos prontuários e avaliação técnica dos procedimentos realizados em cada paciente.
Neste Dia dos Pais, a situação ganha um peso ainda maior. Famílias que perderam seus pais recentemente atravessam a data em meio ao luto e às perguntas ainda sem respostas sobre os últimos atendimentos recebidos por seus familiares.
Agora, a cobrança direcionada ao governo Múcio Angelim é por respostas e providências. Mais do que procurar culpados antecipadamente, é necessário descobrir onde está o problema, corrigir possíveis deficiências e garantir que pacientes com sintomas de infarto e outras emergências tenham avaliação, regulação e encaminhamento adequados.
O Geo Belmonte mantém espaço aberto para manifestação do prefeito Múcio Angelim, do secretário de Saúde Iago Angelim, da direção do Hospital de Parnamirim e dos profissionais envolvidos, para que apresentem esclarecimentos sobre os casos relatados e as medidas adotadas pela gestão municipal.


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