A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra o prefeito do Recife, João Campos, na liderança da corrida pelo Governo de Pernambuco.
De acordo com o levantamento, João Campos aparece com 42% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra soma 34%. Outros 16% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou ainda estão indecisos.
Na simulação de segundo turno, João Campos também lidera, com 46%, contra 38% de Raquel Lyra. Nesse cenário, 16% não souberam ou não quiseram responder.
Apesar de estar atrás na intenção de voto, Raquel Lyra registra 62% de aprovação do governo, contra 35% de desaprovação, segundo a pesquisa.
📊 O levantamento ouviu 900 eleitores entre os dias 22 e 26 de abril de 2026, em Pernambuco. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
🧠 Análise política
Os números revelam mais do que a liderança de momento: apontam também uma disputa marcada pela força regional dos candidatos.
Raquel Lyra tem como ativo os 62% de aprovação, que tendem a refletir um desempenho consistente no interior do estado, especialmente em regiões como Sertão e Agreste, onde a presença do governo estadual costuma ter maior impacto direto na vida da população.
Por outro lado, João Campos carrega um trunfo importante: deixou a Prefeitura do Recife com cerca de 75% de aprovação, consolidando forte base na Região Metropolitana — o maior colégio eleitoral de Pernambuco.
Esse fator ajuda a explicar a vantagem registrada na pesquisa. Mesmo que Raquel Lyra tenha capilaridade no interior, a força de João Campos na região metropolitana pode equilibrar — ou até superar — esse cenário, como indicam os números atuais.
Além disso, o ambiente político estadual, influenciado pela popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco, pode favorecer o campo político de João Campos ao longo da campanha.
Diante desse quadro, a governadora ainda se mantém competitiva, especialmente pela aprovação da gestão e pela estrutura de governo. No entanto, o fato de estar atrás após mais de três anos à frente do Estado acende um sinal de alerta.
Já João Campos aparece consolidado mesmo fora do governo estadual, e a tendência, dentro desse cenário, é de crescimento com o avanço da pré-campanha, principalmente se conseguir ampliar sua presença no interior.
👉 A eleição segue em aberto, mas os dados atuais indicam uma vantagem consistente de João Campos, sustentada principalmente pela força eleitoral na Região Metropolitana.


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