Denúncias que vêm ganhando repercussão nas redes sociais e em espaços do debate político em Pernambuco levantam questionamentos sobre a atuação dos órgãos de fiscalização do Estado em relação a uma empresa de transporte rodoviário ligada à família da governadora Raquel Lyra.
De acordo com informações que circulam publicamente, a empresa estaria operando no estado há cerca de três anos com pendências administrativas, incluindo suposta ausência de licenças atualizadas, vistorias vencidas desde 2022 e débitos de taxas obrigatórias, o que, em tese, impediria a circulação regular da frota conforme a legislação vigente.
Ainda segundo os relatos, haveria veículos antigos, alguns com mais de dez anos de uso, além de denúncias de falhas mecânicas, pneus em más condições e cintos de segurança inutilizáveis, fatores que, se confirmados, colocariam em risco a segurança dos passageiros.
O que chama atenção é que, apesar da gravidade das acusações, não houve até o momento a retirada dos ônibus de circulação, nem a conclusão pública de eventual processo administrativo para apuração das supostas irregularidades. A situação levanta questionamentos sobre a efetividade da fiscalização estadual e a isonomia na aplicação da lei.
Especialistas em gestão pública ouvidos informalmente por bastidores políticos destacam que, em casos semelhantes envolvendo empresas sem vínculos com agentes públicos, a prática comum é o recolhimento imediato dos veículos até a regularização, o que intensifica o debate sobre possível tratamento diferenciado.
Até o fechamento desta matéria, não há confirmação oficial por parte do Governo do Estado sobre as denúncias específicas, nem divulgação de relatórios técnicos que atestem ou refutem as irregularidades apontadas. Também não foi apresentada, publicamente, a situação atual das licenças e vistorias da frota mencionada.
O caso reforça a importância da transparência administrativa e do funcionamento pleno dos órgãos de controle, especialmente quando há possível conflito de interesses envolvendo familiares de agentes públicos.
A sociedade pernambucana cobra respostas claras:
a lei está sendo aplicada de forma igual para todos?
os órgãos fiscalizadores estão atuando com independência?
A apuração dos fatos e a manifestação oficial das autoridades competentes são fundamentais para esclarecer o caso e garantir a confiança da população nas instituições públicas.



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