Juliana Soares recebe a Comenda Maria da Penha e emociona Natal com mensagem de esperança


Na noite desta segunda-feira (25), a Câmara Municipal de Natal prestou uma homenagem emocionante a Juliana Soares, vítima de uma tentativa brutal de feminicídio que chocou o Brasil. Ela recebeu a Comenda Maria da Penha, durante a solenidade que encerrou a campanha Agosto Lilás, mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Juliana foi violentamente atacada dentro de um elevador em um condomínio de Ponta Negra, quando levou mais de 60 socos do ex-namorado. O caso, registrado por câmeras de segurança, mobilizou a sociedade e resultou na prisão do agressor, denunciado por tentativa de feminicídio.

Durante a homenagem, Juliana fez um discurso que arrancou lágrimas e aplausos:

“Se eu me levantei daquele elevador, depois de tudo o que aconteceu comigo, outras mulheres também são capazes.”

Ela destacou a importância da rede de apoio que recebeu e fez um apelo para que a sociedade acolha, sem julgamentos, mulheres em situação de violência:

“Gostaria de firmar um compromisso com vocês para que olhem com mais cuidado, quando aquela amiga chegar e comentar sobre alguma coisa que ocorreu, sem julgamento, sem apontamento.”

A solenidade também trouxe à tona dados alarmantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025: só em 2024, foram 1.492 feminicídios registrados no Brasil, o maior número da história desde a criação da lei que tipifica o crime.

A vereadora Anne Lagartixa (Solidariedade) defendeu a criação de uma Procuradoria da Mulher no Legislativo municipal, reforçando a necessidade de instrumentos institucionais que deem suporte às vítimas.

Juliana, que inicialmente preferia o silêncio e a discrição, agora assume um papel de voz ativa contra a violência de gênero:

“Nunca busquei holofotes, mas agora vou usá-los para ajudar outras mulheres.”

Juliana transforma dor em esperança. Sua história agora inspira milhares de mulheres a acreditarem que não estão sozinhas e que podem se levantar, mesmo depois das maiores violências.



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