Sarampo de volta ao Brasil

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O velho sarampo está de volta. A doença viral, que atinge principalmente crianças e adultos jovens não vacinados, foi considerada erradicada do Brasil e das Américas em 2016. No entanto, a partir de 2018, novos casos começaram a surgir na região Norte do Brasil, provavelmente trazidos pelos fluxos migratórios provenientes da vizinha Venezuela. Paralelamente, surtos têm surgido em países do hemisfério norte, sobretudo nos EUA e na Europa. Por razões diferentes, a cobertura vacinal em países dos dois hemisférios tem caído abaixo dos 95% necessários para manter a doença sob controle.
O sarampo é extremamente contagioso, e pode ser grave. Além das manchas cutâneas (exantema) e da febre alta, são comuns os sintomas respiratórios (tosse, coriza) e conjuntivite. As complicações, mais comuns em crianças pequenas, incluem infecções respiratórias, otite e doença neurológica (encefalite), e podem levar ao óbito.

Os dados mais recentes compilados no site do Ministério da Saúde remontam a janeiro de 2019, quando havia pouco mais de 10.000 casos diagnosticados em 11 Estados brasileiros, a grande maioria no Amazonas. No entanto, informações da imprensa leiga dos últimos meses relatam o crescimento do número de casos em vários Estados, inclusive no Sudeste.

A principal arma continua sendo a vacinação. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que a vacina tríplice viral (que cobre, além do sarampo, a caxumba e a rubéola) seja administrada em duas doses na vida: aos 12 meses e aos 15 meses de idade. A segunda dose pode ser substituída pela tetraviral (que acrescenta a cobertura à varicela).

Observações (reproduzidas do site da SBIm):

Crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados ou sem comprovação de doses aplicadas: tomar duas doses com intervalo de um mês.

Indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora) são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

A vacina NÃO DEVE ser administrada a gestantes, a pessoas com imunidade deficiente (por doença ou medicação) e a indivíduos que já tiveram alguma reação anafilática (alergia grave) à vacina tríplice.

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