Petista deverá sofrer ainda mais pressão de sua base


A queda de aprovação popular, que alguns podem considerar apenas como ligeira, demonstrada pela presidente Dilma Rousseff (PT) em pesquisas divulgadas no fim de semana é o primeiro sinal de que o jogo eleitoral pode começar a endurecer para a petista. Até o mês passado, a chefe do Executivo nacional era considerada imbatível, devido à alta aceitação de seu governo e de sua própria imagem. Porém problemas como a inflação parecem ter mudado um pouco esse sentimento. Sete pontos percentuais foram embora e o Planalto já sente aquela pulga atrás da orelha.
Diante desse quadro, alguns aliados que já se mostravam dispostos a barganhar espaço no governo e, claro, benesses das mais variadas devem intensificar seus movimentos. Qualquer sinal de dificuldade que a presidente Dilma demonstre junto à população será utilizado como desculpa para flertes com potenciais adversários da petista.
Boa parte dos partidos que sustentam o governo se mostram insatisfeitos e, a cada oportunidade que têm (leia-se votações de projetos do Planalto -, mandam recados. A MP dos Portos é um bom exemplo disso.
Com um esboço de três candidaturas fortes colocadas contra a de Dilma Rousseff – Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (sem partido), para as eleições do próximo ano, parte da base governista ensaia o discurso de que a aliança com o PT pode ser revista. E o próprio PMDB, que tem a vice-Presidência da República, não demonstra timidez algumas em puxar essa fila.
O fato de Dilma ter caído para 51% de intenções de votos, limite para uma provável vitória no primeiro turno, coloca ainda mais molho nessa discussão. A possibilidade de a disputa ser decidida em duas fases, agora, parece algo plausível e quem se mostrar com mais capacidade de chegar a esse segundo momento contra ela deverá ser o principal beneficiado. Atualmente, essa situação é vislumbrada pelo tucano Aécio Neves. Mas esse jogo ainda pode virar.
Os 6% obtidos pelo governador Eduardo Campos também é algo que merece ser observado com atenção. Apesar de o socialista não ter ampliado o seu percentual de momento de intenção de voto, o detalhe de Aécio não ter avançado na sua “faixa” sinaliza que haveria distinção popular sobre os projetos de ambos. Um passo tímido, mas importante.

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