
De vitrine do governo Dilma Rousseff à vidraça para os órgãos de
controle, o programa Minha Casa, Minha Vida se tornou uma fonte de
problemas e fraudes. Nas últimas semanas, o jornal "O Globo" denunciou
que ex-servidores do Ministério das Cidades integrariam um esquema para
ganhar contratos de habitação destinados às faixas mais pobres da
população. Os antigos funcionários das Cidades não são, porém, os únicos
que lucram com um dos principais programas sociais do governo.
Levantamento feito por ISTOÉ indica que a política habitacional criada
para ajudar os mais pobres enriquece também deputados e senadores. Os
parlamentares se aproveitam de um filão imobiliário que já movimentou R$
36 bilhões em recursos públicos para a construção de 1,05 milhão de
casas e apartamentos para famílias de baixa renda. Os dados do Fundo de
Arrendamento Residencial (FAR) – reserva financeira composta por
recursos do FGTS e gerenciada pela Caixa Econômica Federal – mostram que
parlamentares de diferentes partidos têm obtido vantagens financeiras
com o programa de duas maneiras: na venda de terrenos para o
assentamento das unidades habitacionais e na obtenção de contratos
milionários para obras que são realizadas por suas próprias
empreiteiras. Entre eles, os senadores Wilder Morais (DEM-GO) e Edison
Lobão Filho (PMDB-MA), filho do ministro de Minas e Energia e presidente
da Comissão de Orçamento do Senado, e os deputados Inocêncio Oliveira
(PR-PE), Augusto Coutinho (DEM-PE) e Edmar Arruda (PR-PR).
0 Comentários
Os comentários aqui apresentados, são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.