Daniel Coelho recorre à Bíblia e fala em perdão após polêmica envolvendo Raquel Lyra


A repercussão da declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre uma possível laqueadura sem conhecimento da paciente continua movimentando a campanha eleitoral em Pernambuco. Agora, o ex-deputado federal e candidato a deputado federal pelo PSD, Daniel Coelho, entrou no debate com uma mensagem de caráter religioso, recorrendo a uma passagem bíblica sobre o perdão.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniel cita o episódio narrado em Mateus 18, quando Pedro pergunta a Jesus quantas vezes deveria perdoar. A manifestação ocorre em meio à reação política provocada pelo vídeo de Raquel, divulgado no último fim de semana.

A gravação que originou a polêmica é de maio de 2025, durante uma agenda no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Ao ouvir um relato sobre uma gestante que já teria vários filhos, Raquel falou sobre colocá-la na fila para uma laqueadura e, posteriormente, afirmou: “Mas faz sem ela saber”. A legislação brasileira determina que a esterilização cirúrgica depende da manifestação expressa da vontade da pessoa. Até o momento, não há informação de que a mulher mencionada tenha efetivamente passado pelo procedimento sem consentimento. �

Metrópoles +1

Após a repercussão, Raquel reconheceu que a declaração foi equivocada e pediu desculpas. No debate da TV Guararapes, na segunda-feira (21), voltou ao assunto, afirmou que não se reconheceu naquela fala e disse que continuará sendo “devedora” nesse episódio, ao mesmo tempo em que defendeu as políticas de seu governo voltadas às mulheres. �

Diário de Pernambuco

O adversário João Campos (PSB) também explorou politicamente o episódio. Ele afirmou ter recebido o vídeo com “indignação” e destacou que a legislação exige manifestação expressa da mulher para a esterilização. �

Diário de Pernambuco

É nesse ambiente que Daniel Coelho leva a discussão para o campo do perdão. Ao recorrer ao ensinamento de Jesus, o aliado de Raquel apresenta uma mensagem religiosa enquanto a governadora procura superar a repercussão negativa de sua própria declaração.

A dimensão eleitoral do episódio, porém, ainda precisa ser medida. A pesquisa Datafolha realizada antes da divulgação da polêmica, entre 8 e 10 de setembro, registrou Raquel com 47% e João Campos com 42%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Portanto, esses números não permitem concluir qual foi o impacto do caso sobre o eleitorado. �

Folha de S.Paulo

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o episódio entrou definitivamente no debate político pernambucano. De um lado, adversários cobram explicações e ressaltam a gravidade da frase; do outro, Raquel reconhece o erro e pede desculpas, enquanto aliados como Daniel Coelho passam a enfatizar a possibilidade de perdão.

Geo Belmonte Notícias

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