Uma reportagem publicada neste sábado (13) pela Folha de S.Paulo revelou que uma aeronave adquirida pelo Governo de Pernambuco para reforçar o atendimento aeromédico do Estado também foi utilizada para o transporte da governadora Raquel Lyra em compromissos oficiais e agendas políticas.
De acordo com a publicação, o avião modelo King Air 260, adquirido por R$ 64,3 milhões em 2025 com recursos da Secretaria de Defesa Social (SDS), foi apresentado à população como um equipamento destinado ao transporte de pacientes, resgates e missões aeromédicas. Na ocasião da entrega, o Governo de Pernambuco destacou que a aeronave ampliaria a capacidade de atendimento na área da saúde.
Segundo a Folha, ainda em dezembro de 2025, o kit aeromédico instalado na aeronave foi removido temporariamente para permitir o deslocamento da governadora a Brasília, onde cumpriu agenda institucional. Durante o período em que o equipamento médico esteve fora do avião, o Estado precisou contratar uma empresa de táxi aéreo para realizar uma remoção de paciente e uma operação de captação de órgãos para transplante, com custo aproximado de R$ 100 mil.
A reportagem também informa que a aeronave voltou a ser utilizada em maio deste ano para transportar Raquel Lyra em compromissos no Agreste pernambucano, em Brasília e em São Paulo. Como a governadora é pré-candidata à reeleição, o uso do avião passou a ser alvo de questionamentos políticos.
Em nota enviada ao jornal, o Governo de Pernambuco afirmou que não houve qualquer irregularidade no uso da aeronave. A gestão estadual sustenta que os aviões do Estado são empregados exclusivamente em missões institucionais de interesse público, obedecendo critérios técnicos, operacionais e legais. O governo também declarou que os serviços de saúde não sofreram prejuízos e que a governadora realiza a maior parte de seus deslocamentos em voos comerciais.
A licitação para aquisição do King Air 260 previa uma utilização multifuncional da aeronave, incluindo transporte de autoridades, ações de defesa civil, deslocamento de forças de segurança e missões aeromédicas. Ainda assim, o caso reacende o debate sobre o uso de equipamentos públicos destinados à saúde em deslocamentos de autoridades, especialmente em período pré-eleitoral.
A matéria completa foi publicada pela Folha de S.Paulo neste sábado e repercute nos meios políticos de Pernambuco.


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