Análise: os deputados estaduais que devem ter mais de 50 mil votos em 2022

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Da coluna FalaPE

Com 2022 se aproximando, a Coluna FalaPE dará início a uma série de análises sobre a disputa proporcional. Hoje, vamos tratar da Assembleia Legislativa e dos deputados estaduais de mandato que devem ultrapassar a casa dos 50 mil votos no ano que vem. Reforçamos que essa avaliação ficará restrita aos parlamentares que já têm mandato. Chegamos a esse resultado ouvindo políticos, formadores de opinião e profissionais de comunicação de todas as regiões do estado.

A lista começa pelo maior fenômeno eleitoral da Alepe: a delegada Gleide Ângelo, que, mesmo sem repetir os mais de 400 mil votos da eleição passada, deve, novamente, pipocar nas urnas, sendo a grande puxadora do PSB e da Frente Popular. Gleide está sempre em evidência; dá entrevista quase todo dia. Seu rosto passa por grande exposição na mídia. Além disso, tem carisma e sabe conquistar o voto, sobretudo, das mulheres, em virtude do seu trabalho contra a violência de gênero.

Atual presidente da Assembleia, Eriberto Medeiros, é outro que, se não sair para voos mais altos (fala-se em Senado ou a vice de Geraldo Júlio), ultrapassará facilmente a marca dos 50 mil votos. No exercício da Presidência da Casa, Eriberto ampliou, e muito, as suas bases, estando espalhado em todo o estado. Se reelegerá certamente.

Quinto mais votado em 2018 e campeão de votos no Sertão, o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes, também tem tudo para sair muito bem das urnas. Um dos políticos que mais roda suas bases, Rodrigo é aguerrido, identificado com o povo e tem uma lista extensa de serviços prestados. Junte a isso o apoio de lideranças do setor turístico, que somará mais votos para o sertanejo.

Nessa mesma linha de Rodrigo, figuram, pelo menos, quatro estaduais de mandato: Claudiano Martins Filho, Gustavo Gouveia, Romero Sales Filho e Joaquim Lira. O primeiro, que tem uma votação constante, ocupa atualmente a pasta estadual de Desenvolvimento Agrário, o que lhe dá a oportunidade de rodar o estado e agregar bases.

Já Gustavo, larga com a estrutura da Prefeitura de Paudalho, onde o irmão, Marcelo, é prefeito, além de ter ampliado também as bases. A exemplo de Gouveia, Romero Sales Filho conta com uma base representativa: a Prefeitura de Ipojuca, comandada pela sua mãe, Célia Sales. Joaquim Lira é outro que mantém constância em suas votações.

Mais ou menos na mesma linha vem Antônio Coelho. A exemplo de Gustavo e Romero, Antônio também tem o lastro de uma prefeitura, a de Petrolina. Mas, para além desses, o caçula do senador Fernando Bezerra Coelho tem no pai um grande articulador político, bem como a vitrine das inaugurações do Governo Federal, e um irmão, Miguel Coelho, pré-candidato a governador. Se o prefeito de Petrolina deslancha na corrida pelo Palácio, vai amplificar enormemente o potencial eleitoral de Antônio.

Vamos terminar a nossa análise de hoje partindo para o voto ideológico; aquele que vem independente da estrutura de campanha, prefeitos ou das bases de apoio. Figuram nessa lista dois religiosos: Pastor Cleiton Collins e Clarissa Tércio. Collins, que já foi campeão de votos para Alepe três vezes consecutivas, vem diminuindo sua votação. Mas, apesar disso, ultrapassará a barreira dos 50 mil.

Filha do poderoso Pastor Francisco Tércio, na Novas de Paz, e com uma rádio potente nas mãos para fazer campanha todos os dias, Clarissa já passou dos 50 mil em 2018. Agora que ela se abraçou com a pauta do Bolsonarismo e cresceu no conceito daquele grupo, sua votação será muito ampliada. A lista encerra com um dos melhores quadros da Alepe, Priscila Krause, que tem a preferência de muitos recifenses pela sua atuação firme na oposição. A filha de Gustavo Krause só cresce de votação e arregimenta bastante votos de opinião.

Fernanda Maria, cientista política pela UFPE.

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