Em Belmonte: "Só as crianças das escolas do município ficam proibidas de assistir aula"

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Na maioria das cidades brasileiras, as prefeituras levam a culpa de promoverem o fechamento das aulas presenciais, porque elas causam despesas para o município.

Em São José do Belmonte, a história é diferente, enquanto o prefeito luta para as aulas presenciais voltarem de uma forma graduada, o Sindicato dos Professores, conseguiram junto ao juiz de direito uma ordem judicial para o fechamento das aulas presenciais.

Essa guerra contra a covid-19 divide muito a opinião, tudo isso está se transformando em uma guerra política, onde uma geração inteira será prejudicada num futuro bem próximo.

Os relatos existem, nos dois grupos que dividem a opinião de voltar ou não voltar as aulas presenciais.
O novo secretário de Educação, Izaías Barros, junto com sua equipe, já tinha projetado um cronograma que iria atender aos dois tipos de frequência aos conteúdos educacionais, porém na tarde de ontem, o mesmo foi surpreendido com um impedimento judicial de convocar os professores para ministrarem as aulas presenciais.
Eu particularmente, tive um período da minha vida, que fui prejudicado por uma enfermidade, quando tinha quatro anos de idade, que me privou de ir à escola, onde iniciei na 1° série aos 11 anos de idade.

Confesso que isso mexeu muito comigo, terminei não tendo bons resultados nos estudos, pois não tive mais engajamento para desenvolver um bom aprendizado na minha mente.

Agora, talvez vocês saibam porque muitos chamavam esse blog, de blog do irmão jegue, pois é, talvez uma geração inteira, pode sofrer coisa pior que isso.

Eu não quero isso para as minhas filhas, eu quero que elas tenham um futuro melhor que eu, esse vírus não vai ser resolvido de um dia pra noite não.

Aos 5 anos, o filho de uma arquiteta mineira, tem falta de ar e fica dentro de casa andando em círculos e com mania de arrumação. Uma pergunta feita pelo menino a deixa desolada: mamãe, porque você pode sair de casa e eu não?

Voltar a urinar na cama acompanhada por uma repentina gagueira foram os efeitos colaterais que a falta de aulas presenciais e o isolamento social provocou em um menino de 4 anos, filho de uma advogada da Cidade de Juiz de Fora-MG. A criança agora faz acompanhamento no psicólogo e fonoaudiólogo.

Sebastião, morador da Vila Serrotinho, que trabalha carregando caixas na feira livre de São José do Belmonte, falou que tem três filhos na escola, que além deles aprenderem melhor, voltam alimentados. “Eu sem ter condições tive que colocar internet na minha casa para meus filhos não ficarem prejudicados, foi R$ 100 reais a menos de comida na minha mesa”, finaliza Sebastião.

Esses relatos são de mães e pais que alegam vivenciar em casa uma angústia ao ver os filhos e filhas passaram por sofrimentos que, segundo as famílias, são resultado dessa sequência de meses em que as escolas estão de portas fechadas. Os impactos não escolhem classe social, mas é perceptível que as crianças de famílias com menor poder aquisitivo sofram ainda mais. Os relatos envolvem distúrbios alimentares, do sono, emocionais, intoxicações intencionais e até auto-agressões.

Na manhã de hoje chegou uma informação do Povoado do Jatobá de uma criança, que estava pálida, se sentindo mau, ao ser levada ao posto de saúde, sabe qual era o problema dela, era falta de alimentação.

Essa criança, como muitas, tem a escola com um refúgio alimentar, passam fome. Se muitos não têm o que comer, terão celulares, computadores ou tablet para ver as aulas remotas senhor juiz?

Deixo aqui os meus aplausos ao secretário de Educação, Izaias Barros, que criou um método novo que atenderia as duas classes de pessoas, as que não podem participar das aulas presenciais e as que não tem opção de ficar em casa, porém foi impedido pelo o juiz desta comarca, de salvar a educação de sofridos seres, que não terão a oportunidade de ser um juiz no futuro, por conta de uma só canetada de sua excelência.

Em todo lugar a fama é que o poder público atrasa o retorno presencial às atividades escolares por interesses políticos e por não oferecerem condições às escolas municipais de se adaptarem a este momento.

O que em São José do Belmonte, não existe, é isso, o prefeito Romonilson Mariano tem sido um dos poucos ou até o único do Estado a preparar tudo para este momento.

As escolas particulares e estaduais estão funcionando, cumprindo todas as exigências do Conselho de Saúde. Hoje, fui ver de perto e presenciei, tudo certinho, queria eu e que todos tivessem condições de colocar os filhos na escola particular.

Meu maior medo era uma criança dessa levar o vírus para um avô ou uma avó, que tem a imunidade baixa, porém hoje a maioria desse pessoal já está vacinado, então seria o momento da gente pensar no futuro dos pequenos, isso é o que eu penso, disse o prefeito Romonilson Mariano, na reunião com os vereadores e representante do sindicato dos professores.

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