MP investigará caso de menino mantido preso em barril pela família

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Em depoimento, pai do garoto disse que fazia isso para educar o filho; os policiais suspeitam que a criança estava no barril há um mês

O Ministério Público (MP) abrirá uma investigação para apurar o caso do menino de 11 anos que foi encontrado preso em um barril de ferro na própria casa, em Campinas (SP).

Resgatado no último sábado, 30, o garoto foi encontrado com as mãos e pés acorrentados dentro do tonel tampado com uma telha e uma pia de mármore para impedir sua saída.

Forçado a ficar de pé, sem poder se sentar ou agachar, a criança era alimentada apenas com cascas de frutas e fazia as necessidades fisiológicas no local.

O caso foi denunciado por vizinhos, que notaram que o menino havia parado de frequentar a escola e de brincar com as outras crianças da região. Os policiais conseguiram entrar na casa com autorização de uma jovem de 22 anos, filha da namorada do pai do garoto. Tanto ela, quanto sua mãe e o pai da criança foram presos em flagrante, suspeitos de cometer tortura.

De acordo com informações do G1, a Polícia Civil considerou que a violência e ameaças do homem causaram intenso sofrimento físico e mental na criança. Já a namorada dele e sua filha se omitiram, sendo coniventes com os maus-tratos. Caso o pai seja condenado, ele poderá receber uma pena que varia de 2 a 8 anos. Já as mulheres podem ficar detidas por até 4 anos.

Encontrado nu, sem comer há cinco dias, desnutrido e com as pernas inchadas por causa do longo tempo em pé, o menino foi socorrido e encaminhado para o Hospital Ouro Verde, onde segue internado e sob a tutela de uma tia paterna por determinação do Conselho Tutelar.

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