NEÓFITO Estreante na política, Kaio nunca teve mandato eletivo. Foto: divulgação
Novato em Brasília – quer dizer, na política em geral, já que é seu primeiro mandato eletivo -, o deputado federal Kaio Maniçoba (PHS), 31 anos, está empolgado. Conseguiu emplacar seu nome na terceira vice-presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que investigará o maior caso de corrupção da história recente do Brasil. É o único pernambucano na CPI. Apesar da descrença do brasileiro nessas comissões, tendo em vista as tantas já criadas e que não deram em nada, Kaio é otimista. Acredita que desta vez haverá consequências. E cita o trabalho do então deputado Roberto Magalhães, em 1993, na época pelo PFL, na CPI dos Anões do Orçamento.
“Foi um trabalho sério, de repercussão nacional. O trabalho da CPI deu resultados”, afirma Kaio Maniçoba. Roberto Magalhães foi relator da CPI dos Anões do Orçamento, que recebeu esse nome por envolver políticos de menor expressão, “anões políticos” envolvidos em fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso. De 18 políticos que deveriam ter a cassação declarada pelo parlamento, apenas 6 foram de fato derrubados.
Recifense, Kaio reconhece ser um completo desconhecido no plano nacional. E também em Pernambuco. Filho da prefeita Rorró Maniçoba (PSB), foi eleito apenas pelo coeficiente eleitoral, porque teve pouco mais que 25 mil votos. E assim desbancou nomes conhecidos, como João da Costa (PT) e Cadoca (PCdoB). Por isso tem dimensão da visibilidade e do papel de ser porta-voz da CPI em um momento de extrema fragilidade política da gestão Dilma Rousseff (PT). “Nosso trabalho, afinal, é ajudar o Brasil. Se o governo vai reagir ou não, se vai sair da situação atual, só depende da presidente Dilma Rousseff”, afirma.
No primeiro dia de trabalho na CPI, nesta quinta (5), Kaio concedeu entrevistas a veículos de comunicação como os jornais Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo. Ele sabe se promover. O deputado pernambucano não deixa de ressaltar a própria capacidade de articulação política. Ressalta que, de 27 votos para a posição na CPI, recebeu 24. “Estou chegando agora, mas tenho buscado me articular”, garante.
O parlamentar tenta não falar muito sobre o bate-boca logo na abertura da CPI, envolvendo o presidente da comissão, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB). “Apesar do clima turbulento, houve um acordo de líderes e logo tudo foi apaziguado”, garante.
Ele fala sobre os primeiros requerimentos da CPI, para a convocação de todos os personagens que brilharam no noticiário da Lava Jato como delatores, o primeiro deles Pedro Barusco, ex-diretor da Petrobras.
“Quanto menos se tumultuar, mais a chance de chegarmos onde o Brasil inteiro espera”, afirma. O povo com a noticia.


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