O gestor informou que, após ser morto, o preso foi decapitado. A reportagem da Folha de Pernambuco, entretanto, recebeu informações de que os responsáveis pelo homicídio foram mais além e esquartejaram o corpo. Imagens compartilhadas pelas redes sociais e que teriam sido feitas no complexo prisional mostram a ação de outros detentos, que aparecem perfurando o cadáver da vítima com facões.
O secretário também informou que, após um dia inteiro de tensões, a situação está sob controle no local, que abriga os presídios Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, Agente Marcelo Francisco de Araújo e Frei Damião de Bozzano. Eurico também anunciou medidas para amenizar a crise do sistema carcerário, como a contratação de 20 advogados para acelerar o acompanhamento dos casos de reeducandos que já deveriam estar em liberdade condicional.
Dia de tensões
O segundo dia de rebelião no Complexo Prisional do Curado começou pouco antes das 9h, quando familiares dos detentos, que aguardavam informações do lado de fora dos muros das unidades, ouviram tiros e explosões. Um helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) foi acionado e fez o monitoramento do entorno.
O segundo dia de rebelião no Complexo Prisional do Curado começou pouco antes das 9h, quando familiares dos detentos, que aguardavam informações do lado de fora dos muros das unidades, ouviram tiros e explosões. Um helicóptero da Secretaria de Defesa Social (SDS) foi acionado e fez o monitoramento do entorno.
Ao longo de todo o dia, parentes se desesperaram à espera de informações, principalmente após a confirmação da morte do detento. Ao sair do complexo prisional, o carro do Instituto de Medicina Legal (IML) foi esmurrado por algumas pessoas, que tentaram obter dos funcionários notícias sobre o estado de saúde dos demais reeducandos.
À noite, foi possível avistar fogo em pontos localizados do pátio das unidades. A Secretaria-executiva de Ressocialização (Seres) ainda não sabe se as chamas estão sendo usadas para alguma nova mobilização.
Motivações
Os presos realizaram o motim para pedir a presença do juiz Luiz Rocha, titular da 1ª Vara de Execuções Penais. Eles reclamam do acúmulo de processos sem avaliação para progressão de regime e alegam que servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) receberiam propina para privilegiar a análise de determinados casos.
Os presos realizaram o motim para pedir a presença do juiz Luiz Rocha, titular da 1ª Vara de Execuções Penais. Eles reclamam do acúmulo de processos sem avaliação para progressão de regime e alegam que servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) receberiam propina para privilegiar a análise de determinados casos.
Em entrevista à imprensa, na última segunda (19), o magistrado negou as acusações e explicou que esteve pessoalmente nas unidades, em 31 de dezembro, para falar sobre as medidas para agilizar averiguações de processos. Segundo ele, ainda esta semana, 25 auxiliares serão incorporados aos quadros do setor. (Folha PE)

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