Um dos pedidos dos internos do Complexo Prisional do Curado, no Recife, rebelados desde a última segunda, foi atendido hoje. O juiz Luiz Rocha, titular da 1ª Vara de Execuções Penais, está na unidade carcerária para ouvir os detentos do Presídio Frei Damião de Bozzano, Marcelo Francisco de Araújo e Juiz Antônio Luiz Lins de Barros. Os reeducandos apontam o magistrado como responsável pela demora no andamento dos processos e dizem que muitos, inclusive, já deveriam estar soltos.
A abertura de diálogo começou por volta das 11h. 'Vou terminar a última unidade agora. Graças a Deus essa ação conjunta está trazendo paz dentro do Complexo. Só falta o PFDB (Frei Damião de Bozzano) compreender que certas necessidades não estão ao alcance da 1ª Vara. O que a gente está percebendo é que há uma grande confusão sobre processo provisório e os que estão na Execução Penal', resumiu o juiz.
Apesar do clima de tensão ter amenizado hoje (após três mortes, incluindo a de um sargento da Polícia Militar, e 45 feridos nas últimas 48 horas), os reeducandos do Frei Damião de Bozzano continuam na laje do presídio. Munidos com faixas, eles pedem intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil e do Tribunal de Justiça e entoam raps sobre liberdade.

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