O postulante do PSOL, Edilson Silva, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Eleito com 30.300 votos, ele promete fiscalizar com rigor a administração do estado. Após sofrer uma derrota no pleito de 2012, quando disputava o cargo de vereador do Recife, mesmo obtendo uma votação expressiva, o novo deputado não se deixou abater e resolveu concorrer novamente às eleições. “Estamos muito felizes e gratos à população que nos deu um voto de confiança. Conquistamos uma ferramenta importante de trabalho para a militância que a gente desenvolve. Tenho certeza que vamos suprir as expectativas em relação a nós”, pontuou.
Com um jeito irreverente, o candidato estreou uma nova modalidade para criticar os atuais gestores. A série de desomenagens teve início na própria Alepe, em agosto, quando concedeu ao deputado Isaltino Nascimento (PSB) o título de deputado chicleteiro. “As desomenagens fizeram parte da nossa campanha. Aliamos a irreverência e atitude política as nossas propostas e bandeiras. Acredito que tudo isso tenha contribuído com todas as questões que nos colocou como deputado eleito”, afirmou.
De acordo com Silva, ele tentará estabelecer um mandato amigável, mas sem perder o eixo e atender aos interesses do povo pernambucano. E um dos principais pilares será a fiscalização do poder executivo e legislativo. Para isso, garante não medir esforços para acionar o Ministério Público e Tribunal de Justiça, se for preciso. “Nós vamos cumprir o nosso papel de fiscalizar com muito rigor as ações do executivo e legislativo, olhando com lupas a aprovação do orçamento, prestação de contas. Temos um governo eleito que irá precisar de uma efetiva e rigorosa fiscalização na Alepe. Nós estamos preparados e com muita energia para cumprir essa tarefa que a sociedade nos deu. Estamos dispostos a denunciar aquilo que tiver que ser denunciado, onde for preciso para garantir o monitoramento e fiscalização do poder executivo”, declarou o psolista.
Como integrante da executiva nacional, Edilson Silva não revelou quem o PSOL irá apoiar no segundo turno, Dilma (PT) ou Aécio (PSDB), mas informou que até a próxima terça – feira (7) equipe irá fazer uma reunião para avaliar o cenário decidir a atitude mais acertada a ser tomada. “Iremos nos reunir para fazer um balanço do processo eleitoral, avaliando quantos candidatos o partido conseguiu eleger, a candidatura de Luciana Genro, a ida do Aécio e Dilma para o segundo turno. Só a partir daí conseguiremos tirar uma decisão democrática, o mais amadurecida possível do conjunto do partido”, concluiu Edilson.

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