Em uma entrevista
coletiva que reuniu toda a coligação Pernambuco Vai Mais Longe, nesta terça-feira
(9) em Recife, o candidato a governador Armando Monteiro (PTB) cobrou uma série de
explicações ao candidato adversário Paulo Câmara (PSB) sobre a sua relação com
a Bandeirantes Pneus, empresa proprietária de um avião Cessna utilizado por
Câmara para viajar ao interior do Estado. Apesar de responder a processos por
crimes de sonegação fiscal, que teriam causado um prejuízo de mais de R$ 100
milhões aos cofres públicos, a Bandeirantes Pneus recebeu incentivos fiscais do
Governo do Estado, quando Paulo Câmara era secretário da Fazenda, em 2011.
Agora, o candidato admite que viajou no avião da empresa. “Como entender a
concessão de incentivos fiscais a uma empresa que estava sendo processada pela
Receita Federal, por vários crimes relacionados com processos de sonegação?”,
questionou Armando, ao lado de João Paulo e de Paulo Rubem, candidatos a
senador e a vice-governador da coligação. “Tendo o atual candidato e antigo
secretário admitido que voou no avião, cujo coproprietário é exatamente o
titular dessa empresa que recebeu os incentivos, há um esclarecimento que ainda
não foi dado pelo candidato. Sabia ele de quem era a propriedade do avião? Por
que esse voo, ou a despesa a ele correspondente, não constou na declaração de
gastos da campanha até o presente momento?”, acrescentou. Os membros da
Coligação Pernambuco Vai Mais Longe também cobraram uma posição do candidato
Paulo Câmara sobre os fatos que foram até agora trazidos pela imprensa, com
relação à compra do avião, que envolve a utilização de várias empresas
fantasmas em Pernambuco. “A sociedade pernambucana precisa receber esses
esclarecimentos”, ressaltou Armando.


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