Quando o homem pré-histórico criou a roda não imagina ele que seria um dos inventos mais utilizados pelos seus descendentes no mundo moderno, mas não sabia também que todo invento tem seus prós e contras para a sociedade.
Na década de 80 quando nem imaginávamos que o computador e o aparelho celular seriam inventados pelo homem, para encurtar distâncias longínquas, que o próprio homem ainda não desbravava. Aqui em nossa terrinha contávamos com o serviço de radiofusão do falecido ANUN, primeiro locutor de nossa cidade, para chegarmos às ouvidos do mais longínquo morador belmontense com os seus avisos fúnebres, de comemorações especiais: dia dos pais, das mães, das crianças, sete de Setembro, Natal, e principalmente o horário das 18h00 com sua AVE MARIA, do saudoso Luiz Gonzaga, fosse sol ou chuva mais ele a tocava todos os dias. ANUN além de locutor, era um desportista fiel de primeira linha do futebol belmontense, teve até um ano que ele com sua força e vontade conseguiu transmitir jogos do campeonato belmontense por uma rádio da cidade de Serra Talhada, que agora no momento não me recorda o nome, chegou até ser presidente do Flamengo belmontense.
O seu local de trabalho a difusora municipal ficava no prédio da antiga TELPE, que era um local familiar para as famílias belmontenses, pois nos dias de domingos, principalmente, se reunião em frente ao prédio para receber uma ligação telefônica do ente querido distante, e era uma tremenda alegria e satisfação não tinha tédio nenhum em espera na fila, era muita gente. Nos tempos mais próximos a Telpe se foi, o governo estadual a vendeu, e a difusora relutou até os dias de hoje no mesmo prédio, várias pessoas tentaram substituir o grande ANUN, mas sem sucesso.
E hoje no local está sendo construído um pátio de eventos pela prefeitura, que já deveria ter sido feito há muito tempo em nossa cidade, o prédio onde ficava a difusora e a Telpe estão sendo demolidos para dar lugar a este pátio (ver foto). Isto é o preço que às vezes toda população pagar para ter a modernidade, que são obrigadas a verem sepultarem sua cultura e sua história para dar lugar ao modernismo. ANUM faleceu na década de 2000, e agora o que restava da sua lembrança estão sepultando de vez juntamente com sua voz. E nós ficaremos numa triste e doce lembrança.
POR ÉDER JOZEAN ao Portal Belmonte

0 Comentários
Os comentários aqui apresentados, são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.