As reviravoltas judiciais de Petrolina

Eis que a população de Petrolina, no Sertão do São Francisco, foi surpreendida, mais uma vez, por uma decisão judicial: a ministra Laurita Vaz, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou atrás e acatou, no final da tarde de ontem (22), o agravo regimental movido pelo prefeito cassado, Julio Lossio (PMDB), reconduzindo o gestor ao cargo de chefe do Executivo Municipal até que o pleno do órgão decida, de forma final, sobre a cassação – ou a manutenção – do diploma do peemedebista.
O problema é que quem sofre de verdade com essa indecisão da justiça é a população petrolinense, que desde que essa peleja teve início, pouco tempo depois da divulgação do resultado que garantiu vitória ao peemedebista, é forçada a viver sob o clima de instabilidade política.
A cidade teme pela não continuação dos programas iniciados pela gestão Julio Lossio caso o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB) venha a assumir a prefeitura municipal. E não seria de espantar caso a administração socialista decidisse não continuar com os projetos tocados pelo peemedebista, uma vez que os grupos dos dois políticos se estranham como cão e gato.
Apesar de o mal estar na cidade ser de conhecimento geral, a agonia não tem prazo para acabar. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral sequer divulgou uma previsão de quando o pleno vai por em pauta o julgamento do recurso movido pelo atual prefeito contra a ação que pede a cassação do seu diploma.
E como a corda sempre arrebenta no lado mais fraco, cabe à população aguardar as cenas dos próximos capítulos. Do blog do Magno Martins

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