Promotor ainda teria falado com a noiva após ser baleado


















O promotor de Itaíba, Thiago Faria Soares, de 36 anos, assassinado na manhã da última segunda-feira (14), teria conseguido falar com a noiva, a advogada Mysheva Ferrão Martins, depois de ter sido atingindo pelo primeiro tiro de espingarda calibre 12. O Diario de Pernambuco teve acesso à parte do depoimento da advogada, no qual ela relata os últimos momentos vividos pelo promotor antes dele ser baleado outras três vezes e morrer no próprio carro.

À polícia, Mysheva contou que o executor do noivo, o agricultor Edmacy Cruz Ubirajara, que está preso no Cotel, estava sentado na janela do carro com uma arma apontada para o automóvel do noivo quando fez o primeiro disparo. Segundo ela, o carro onde ela estava, juntamente com o tio, vinha na PE-300 a cerca de 70 km/h.
Todas as informações serão confirmadas ou não por meio de uma reprodução simulada da execução, que ainda não tenha data prevista para acontecer.

Ainda segundo o depoimento da advogada, ela e o noivo vinham na estrada conversando sobre sua festa de casamento, que aconteceria no próximo dia 1º de novembro, quando o veículo com os criminosos se aproximou. Um deles teria começado a atirar contra o carro onde estavam.
“Depois de levar o primeiro tiro, no braço esquerdo, o promotor ainda chegou a chamar o nome da noiva. Ela passou a mão atrás da cabeça para ver se havia sido atingida também. O promotor parou o carro, que chegou a estancar. Nesse momento, Mysheva começou a gritar pedindo para Thiago ligar o carro e acelerar para tentar fugir”, contou um policial que participa das investigações.
Enquanto Thiago tentava girar a chave na ignição, Mysheva disse que mexia na marcha para tentar fazer o veículo dar partida. As tentativas foram em vão e os criminosos acabaram se reaproximando do automóvel para concluir a execução.

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