Maranhão-Descoberta de túnel foi estopim para briga entre facções, diz secretário

rebelião de Pedrinhas, em São Luís
O secretário da Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, afirmou, na tarde desta quinta-feira (10), que o estopim para a confusão ocorrida na noite de quarta (9), na Casa de Detenção (Cadet) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, foi mesmo a descoberta de túnel feito para a fuga de 60 detentos.
Nove presos foram mortos após um confronto entre facções criminosas rivais dentro do presídio.
De acordo com Mendes, tudo começou quando o Serviço de Inteligência da SSP descobriu o túnel. Após a descoberta, o Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias (Geop) anunciou a revista das celas. Os presos, então, se recusaram a colaborar com a vistoria, o que criou tumulto. O Geop recuou e pediu apoio ao Batalhão de Choque, que já encontrou os presos soltos, as celas depredadas e o confronto entre as duas facções instalado.
“Foi descoberto um túnel que estava quase atingindo o muro e que daria fuga para, pelo menos, 60 detentos. Após a entrada do Geop para realização da revista, houve tumulto. O Choque foi acionado e, nesse momento, houve o confronto entre as facções. Integrantes de uma facção criminosa conseguiram quebrar cadeados nas celas e invadiram um outro pavilhão, onde a facção adversária estava isolada. O foco da briga entre as facções é a disputa pelo tráfico de drogas. Diferentemente do que acontece em outros Estados, no Maranhão existe essa disputa pela hegemonia do tráfico. A origem de toda essa violência é no tráfico de drogas”, declarou.
Situação de emergência
Questionado sobre a possível vinda da Força Nacional para ajudar na contenção da violência nos presídios de São Luís, Aluísio não descartou a hipótese. "Não descarto a vinda da Força Nacional para atuar, especificamente, no sistema penitenciário, mas, por enquanto, isso não será necessário. Não podemos, simplesmente, interditar a unidade. Onde vamos colocar 600 presos?".
Participaram da coletiva, ainda, a superintendente de Polícia Civil da capital, Katherine Chaves, o coronel Franklin Pacheco e representantes do Comando de Policiamento Metropolitano da Capital, além dos delegados Augusto Barros, superintendente da Secretaria de Investigações Criminais ( SEIC), e o delegado-geral adjunto de Polícia Civil, Marcos Afonso.

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