Diante do movimento nacional dos professores de escolas públicas, que vão paralisar atividades desta terça-feira (23) à quinta-feira (25) para cobrar o pagamento do piso da categoria e melhorias de condições de trabalho, o Estado e a Prefeitura do Recife em bloco resolveram radicalizar.

Na noite desta segunda-feira (22), o governo informou, por meio de nota que, para garantir o ano letivo de forma integral, as escolas estaduais deverão abrir durante esse período.

Além disso, os docentes terão faltas computadas e pontos cortados, sem a possibilidade de compensação. A prefeitura da capital, seguindo a mesma linha, assegurou que as unidades de ensino estarão abertas, sem prejuízo para os alunos. Os professores da rede municipal do Recife que também aderirem à paralisação sofrerão as mesmas punições.

A paralisação acontece durante a Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A categoria cobra piso, plano de carreira, melhores condições de trabalho e profissionalização dos funcionários da rede pública de ensino.

Os professores das redes públicas também lutam por 100% dos royalties do petróleo e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, além da aprovação imediata do Plano Nacional de Educação, que se encontra em tramitação no Congresso Nacional.

Atualmente, o País investe 5,3% do PIB em educação pública, o que representa R$ 233,4 bilhões. A campanha calcula que, para garantir qualidade em todos os âmbitos e níveis da educação pública brasileira, são necessários R$ 457,9 bilhões. JC Online